Pandemia da Covid-19 se agrava e continua impondo desafios aos gestores municipais
- amppespadm
- 6 de ago. de 2021
- 2 min de leitura
Durante o primeiro trimestre de 2021 o Brasil viveu o agravamento da crise sanitária
gerada pelos altos índices de contágio por coronavírus no país causado pela
circulação de novas variantes do vírus, entre elas a P1, identificada inicialmente em
Manaus, no início de 2021, responsável pelo aumento de casos de Covid-19 que
resultou no colapso do sistema de saúde da região, fato apontado por um estudo
publicado em janeiro por cientistas brasileiros e do Reino Unido, que identificaram a
presença da variante P1 em 52% dos testes de covid-19 coletados em Manaus no
mês de dezembro, e em 85% das amostras coletadas em janeiro de 2021.
Como já era esperado, a circulação de novas variantes alcançou todo território
nacional e o país teve a situação vivida em Manaus reproduzida em mais de 20
estados (até o início de abril), o que aumentou o grau de dificuldade para o
planejamento e a execução das estratégias para a gestão dos serviços públicos
municipais, que já iniciou o ano apertando os cintos e buscando soluções para
incrementar os seus orçamentos.
Diante das dificuldades que estamos enfrentando, na economia, no atendimento
social e na própria gestão da saúde, ficam algumas dúvidas, que buscamos
esclarecer com especialistas nesta edição do nosso informativo. Uma delas é, sem
dúvidas, o que esperar da pandemia da Covid-19 já que fomos surpreendidos com o
impacto das variantes do vírus, que demonstram ser mais fortes e mais contagiosas.
Para o médico sanitarista Gonzalo Vecina, fundador e ex-presidente da Anvisa,
professor assistente da Faculdade de Saúde Pública da USP e superintendente do
hospital Sírio Libanes, para o futuro, o surgimento de novas variantes são
probabilidades. “Que nós esperamos que não ocorram, mas se a vacinação for
eficaz contra as novas variantes, vamos experimentar sim, uma melhora da situação
que deve ser sentida entre o meio e o final do ano no Brasil, que em novembro deve
apresentar uma cobertura vacinal que permita a retomada das atividades da
sociedade”, pontuou.
Segundo o especialista, a estratégia mais adequada para este momento é manter o
isolamento social, dentro das possibilidades dos municípios, já que não
conseguimos fazer lockdown em todas as regiões. “Precisamos praticar o
isolamento social e Aos comércios que forem abertos, é imprescindível que haja
controle de pessoas para os ambientes internos, cuidado com a ventilação para
evitar a probabilidade de contaminação, e o uso de máscaras, álcool gel, o reforço
da questão da higiene pessoal e de locais compartilhados, temas que devem
permanecer em pauta como um verdadeiro mantra para a sociedade, pois são
nossos principais aliados para a prevenção”.
Komentar